Cristãos Relativistas?

Por: Marcos Batista Lopez

Vivemos em uma sociedade pós-modernista que está sendo assolada pelo relativismo.


Primeiramente devemos saber o que é relativismo. Segundo o dicionário Aurélio seria: “teoria filosófica que se baseia na relatividade do conhecimento.” Já ouvimos por diversas vezes frases como esta: “Ah isto é relativo!”. Ou seja, as pessoas deste século são em grande parte relativistas, acreditam que não existem verdades absolutas. Os romanos ficavam encolerizados diante da simples menção de que Cristo estava acima dos outros deuses – ou, ainda, de que nenhum outro deus sequer existia. Para eles, era insuportável, tanto do ponto de vista político quanto religioso, a insistência cristã de haver um só redentor legítimo disposto a vir salvar a humanidade.


Os romanos eram tolerantes com todos, menos com os intolerantes. Hoje as pessoas dizem que devemos ser tolerantes com as outras, principalmente se o assunto for moral, ética ou religião. E o pior de tudo isto é que o relativismo atingiu milhões de cristãos evangélicos. Hoje conversamos com evangélicos que acham que defender a fé cristã ante os algozes seria uma perda de tempo. Estudar doutrinas fundamentais – “Ah não, é muito entediante” – dizem alguns, estudar apologia – “Por favor pare com isto, você acha que eu vou perder meu tempo estudando o que os outros pensam sobre Deus e Cristo, me faça o favor”, e assim milhões de evangélicos estão vulneráveis.

Ao lerem um artigo em que alguém ataca a fé cristã através de jornais, revistas, rádio, internet ou mesmo na televisão, ao invés de procurarmos responder a estas investidas, pensam que seria uma grande perda de tempo que não levaria a nada. Acham que o cristão deve pensar em outras coisas, como em musicas, retiros se esquecendo do evangelismo, missões, vida cristã, defesa da fé que são mandamentos cristãos. Hoje defender a fé é perda de tempo para muitos líderes cristãos, e não se incomodam em perdem cada dia mais membros para as seitas, pois milhares de lideres, lamentavelmente se tornaram relativistas.

E você também é relativista?

O conhecido Pr John MacArthur Jr. certa vez alertou sobre a apostasia:
“Os cristãos de hoje tendem a comprometer o ensino e o padrão bíblico. Pressionados pelo movimento feminista, alguns cristãos reinterpretam o ensino bíblico sobre o papel da mulher. Outros reinterpretam os primeiros capítulos de Gênesis numa tentativa fútil de harmonizar o relato bíblico da Criação com a teoria pseudocientífica da evolução. Alguns insistem em que a Bíblia não ensina todos os princípios necessários para resolvermos os problemas da vida, e recorrem a psicologia. A fé que “uma vez por todas foi entregue aos santos” ( Jd 3) muitas vezes é transformada num cata-vento: gira com qualquer vento de mudança. Qual é a fonte suprema de autoridade em sua vida? Quando se depara com um conflito entre o ensino bíblico e uma idéia contemporânea, que você faz? Reinterpreta a Bíblia, ou rejeita a idéia nova? Você esta disposto a defender a Palavra de Deus? Estude o Salmo 19.7-11 e veja como Deus descreve sua Palavra e determine apoiar-se nela (Homens e mulheres – John MacArthur, Jr – pg 198).

Alguns estão mais preocupados em como agradar o povo de Deus e trazer entretenimento para a Igreja. Você percebeu o quanto o ensino escatológico está cada vez mais ausente dos púlpitos? Sermões sobre a existência do inferno e em como ter uma vida de renuncia é algo do passado para muitas igrejas ditas cristãs. Sobe a influência do racionalismo e da teologia da prosperidade, muitos cristãos são tentados a viver confortavelmente nesta terra. Muitos ministros preferem trazer apenas sermões que agradem o povo e não mensagens que confrontam a igreja contra o viver hipócrita.

O que é a igreja hoje? Um negócio? Um espetáculo? Um clube social? Um pronto-socorro espiritual? Qual é o verdadeiro sentido da Igreja hoje? O crescimento numérico das igrejas significa que o Reino de Deus está avançando? E qual é o lugar dos dons espirituais no cotidiano da igreja? Sua igreja desenvolve um ministério com as viúvas? Ela cumpre sua responsabilidade bíblica de cuidar das mulheres piedosas que não tem recursos próprios? ( Tg 1.27). Se a igreja não tem, você poderia orar junto com o pastor e ser o instrumento para que tal ministério seja iniciado. Enfim, será que nossos interesses tem sido os interesses de Deus para com sua Igreja?

Você obedece todos os mandamentos, ou só aqueles que coincidem com seus desejos? Lembre-se: Cristo é o seu Senhor e Ele exige obediência completa. Antes de ascender aos céus, Jesus ordenou aos seus discípulos: “Ide… fazei discípulos de todas as nações.” (Mt 28.19).

Assim ele estabeleceu a evangelização com prioridade número um para a Igreja. Muitos cristãos, porém, agem como se a responsabilidade da evangelização fosse do pastor ou do departamento de evangelismo da Igreja. E quanto a você? Está preocupado com as almas perdidas, ou suas preocupações são com os negócios desta vida passageira? Quando foi a última vez que falou de Jesus para um não cristão? Será que ao ler este folheto não poderá chegar à conclusão que você está se tornando um relativista, ou que seu amor pela obra do Senhor está esfriando? A Bíblia diz que “todas” as virgens cochilaram (Mt 25.5) e está é a situação hoje de muitos lideres e cristãos que estão dormindo e as almas se perdendo para o inferno sem retorno. Paulo diz que um líder deveria ser apto “tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes” Tt 1.9. Para os evangélicos em geral, todos deveriam defender as Escrituras (1Pe 3.15) e amar a Deus com todo o seu pensamento (Mt 22.37). Deus não estabelece nenhum prêmio para a ignorância.

Você visitaria um médico que não tivesse estudado a respeito das doenças? Poderia confiar nele? Mas existem milhões de cristãos que estão confiando a sua vida eterna a ensinamentos nada ortodoxos ensinados por inúmeros lideres leigos. Estudar a defesa da fé deveria ser uma das prioridades de todo cristão pois é mandamento bíblico, e aproximar-se das falsas filosofias do mundo para estudá-las, do mesmo modo que um pesquisador médico se aproxima do vírus HIV. Ele deve estudá-las de modo objetivo e cuidadoso, com a finalidade de descobrir o que há de errado com elas.

Outrossim, todo líder pela Bíblia deveria ser um mestre nas Escrituras (Ef 4.11; Tg 3.1). Infelizmente observo a igreja atual e me torno pessimista, para mim a Igreja não irá melhorar sua conduta, pois é Bíblico que o amor de muitos esfriaria (Mt 24.12). Mas o que está em jogo é ser um cristão Bíblico em todo o seu viver. O mundo se afastará cada dia mais de Deus através do pecado e do relativismo, mas você aceitará a ideologia filosófica do relativismo como seu modo de vida?

Irá continuar aceitando todo modismo evangélico que surgir, doutrinas estranhas e tudo que lhe oferecerem como uma nova verdade? Cuidado. Somente através do estudo sistemático das Escrituras, você poderá livrar sua mente de se tornar mais um relativista. A apostasia está ai, escapa-te por tua própria vida (Col. 2.4).

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Fonte: Napec

O progressismo e o envenenamento da juventude

Por Renan Alves da Cruz:


Segundo pesquisas da economista e analista comportamental inglesa Noreena Hertz, 30% dos jovens entre os 13 e os 20 anos possuem dúvidas sobre o casamento.


Norrena está debruçada sobre os costumes da nova geração, a primeira a nascer totalmente conectada, tendo as redes sociais como modelo principal de interação, e seus resultados, bem como o de outros pesquisadores focados no mesmo nicho, mostra que o chamado progressismo de esquerda tem se destacado na formação intelectual destes jovens.

O que nos permite entrever que temas como aborto e casamento gay receberão em breve o “reforço” deste contingente de adolescentes, produzidos em larga escala pela pedagogia esquerdista.

Em reportagem especial sobre a chamada “geração touch” em sua edição 2459, a revista Veja também clarificou este fenômeno, considerando o positivo, sinal de um avanço cultural.

Também se baseando em pesquisas sobre o fenômeno, a reportagem atesta que mais de 80% dos adolescentes apoiam movimentos transgêneros e 20% assumem terem tido relações com pessoas de ambos os sexos.

Uma adolescente entrevistada expressa com simplicidade singular o morticínio moral e cultural a que nossos jovens estão sendo submetidos:

“Pessoas me atraem, independente do gênero”, diz.

Provavelmente ela não sabe, mas sua inclinação bissexual foi semeada por décadas, numa estratégia detalhada, criada e orientada por grupos militantes, focados em protagonizar uma revolução cultural que promovesse a normatização multissexual e a destruição dos valores conservadores, para caminhar rumo à destruição do cristianismo e seu legado.

Sou professor de história e vejo nas escolas brasileiras a evolução deste plano pérfido, através de professores mais comprometidos com panfletagem ideológica do que com ensino de conteúdo.

Durante a faculdade de história, disciplina tradicionalmente conhecida como reduto da esquerda, tive pouquíssimas aulas focadas no efetivo ensino histórico. Tudo estava calcado no sentido de nos doutrinar a ponto de desfazer quaisquer pudores prévios, para que, cooptados pelo relativismo, concordássemos que qualquer prática, mais que perdoável, fosse permitida, quando não estimulada.

Os jovens cristãos precisam ser amparados porque precisam matar um leão por dia para empunhar sua fé perante professores que os afrontam, colegas que os ofendem e cristãos metidos a moderninhos que relativizam o que a Bíblia trata como pecado.

O engajamento deles com as redes sociais torna o fluxo informacional massivo, com falácias e vãs sutilezas constantes e infindas.

Precisamos estar atentos. Nós, cristãos conservadores, estamos tentando garantir nossas posições focando o hoje.

A esquerda, treinada e organizada, está mirando o amanhã.

ALERTA SOBRE O FEMINISMO

Por Vinícius Corrêa


O feminismo é um movimento recente, surgiu nos anos 60, uma luta até bem fundamentada no seu início, e bastante necessária. As mulheres lutavam por direito a votos, busca por oportunidades de trabalho e coisas desse gênero. Lutas legitimas em uma sociedade quase que totalitariamente patriarcal. Porém esse movimento não parou com a aquisição dos direitos pleiteados, ela virou uma indústria financiada, que defende os interesses de esquerda, e pouco lutam pelos direitos das mulheres, hoje a luta desse grupo é em prol dos interesses de quem financia.
Hoje em dia o feminismo virou “femismo”, o oposto de machismo, sua luta é voltada mais em se opor aos homens do que a busca de igualdade, elas querem se sobrepor, querem ser melhores do que os homens, como se isso fosse uma competição. Talvez o que elas estejam buscando seja uma vingança fria, desmedida e inconsequente.
Em geral as radicais feministas lutam por igualdade de salários no mercado de trabalho, porém poucas ativistas trabalham, a maioria delas vive pela “causa”, pois tem seu sustento assegurado por organizações interessadas em aliados em suas lutas.
Uma das indústrias que financia movimentos feministas no mundo todo é a famigerada indústria do aborto, sobre o pretexto de defesa dos direito da mulher optar em ter ou não o filho, as feministas levantam uma bandeira pró-aborto, tentando a legalização do mesmo em países que ainda não o aceitam, como o caso do Brasil. Porém o que deve ser entendido é: Não quer ter filhos? Se previna, ao invés de “remediar”. Buscando “direitos” as feministas estão infringindo o direito dos outros, até mesmo de nascer, lembrando que estão tirando direitos de mulheres, uma vez que cerca de 50% dos fetos poderiam ser mulheres.
Em observância disso gostaria de levantar algumas outras questões, apesar da desigualdade que existe entre homens e mulheres, os homens recebem algumas imputações um tanto quanto desfavoráveis. Observemos a guerra, é uma das maiores atrocidades da humanidade, e quem participa ativamente delas? Os homens, pois as mulheres não são obrigadas ao alistamento compulsório como é o caso masculino, nessa hora não consigo ouvir nenhum coro feminista por: “Queremos ir para guerra”. Outra situação que vale a pena levantar é a questão da aposentadoria, as mulheres necessitam de um numero menor de anos para aposentar, e segundo as estimativas, elas vivem mais, em observância disso às mulheres contribuem menos, e desfrutam mais dos benefícios. Novamente não consigo ouvir o coro feminista lutando por igualdade.
Varias outras situações poderiam ser levantadas aqui, mas acredito que não carece, para não ser exaustivo.
Portanto você mulher cristã não entre nesse emaranhado feminista, que luta por privilégios e tem sua causa vendida. Antes analise a palavra de Deus e observe o que ela trata como papel da mulher nesse mundo, quais seus direitos e deveres.
Ao contrário dos que muitos pensam a bíblia não é machista, ela coloca todas as responsabilidades de conduzir o matrimonio, de proteção e sustento familiar nos ombros dos homens, tratando a mulher como uma “lady” a quem o homem deve cortejar, sustentar, amar, respeitar e proteger

O crente é Homofóbico?

Por Eliseu Soares


Como crente, vivendo numa época desenvolvida e cheia de informação eu pergunto; Como devemos nos portar frente a esse assunto atual, polêmico e intrigante que denominaram *HOMOFOBIA?

Qualquer manifestação de opinião pode ser mal interpretada, qualquer tipo de palavra mal colocada, texto escrito de uma forma direta e conclusivo que discordem do comportamento gay pode ser usado contra quem o escreve, estamos correndo o risco de sermos penalizados.

E isso nunca aconteceu antes, na verdade, muitas coisas não aconteciam antes.

Mas, as coisas não param por ai…(!) nunca antes eu vi um canal de televisão, ou melhor… a rede Globo de televisão tomar para si uma causa de maneira tão ferrenha e levantar uma bandeira tão forte a um movimento como tem feito nos últimos dias pelo movimento Gay.

Falava-se muito do primeiro beijo gay na televisão, todos pensávamos que seria numa novela de qualquer horário da Globo, mas nos enganamos…

O beijo, desculpe-me, devo usar no plural, “os beijos” aconteceram no telejornal mais importante do Brasil, o Jornal Nacional.

Fico pensando que deve ter sido um golpe duro no escritor de novela que já estava de planos feitos para incluir essa cena nos seus textos, fico pensando também que algum escritor já deva estar pensando na primeira cena amorosa e sensual de um casal gay… sim porque os limites já foram ultrapassados, e precisam de ibope.

O fato é que hoje para a causa *homofóbica no Brasil, existem muitos motivos e pretextos para a legitimarem.

Violência contra gays em grandes cidades é um deles, mas esquecem que nosso país é violento em todas as esferas, e a violência contra o gay, é resultado disso, e não um índice causador de nos tornar um país que mata e agride somente homosexuais, mas também a prostitutas, pais de familia, idosos, estudantes, empresários, crianças etc…

Mas, isso não vem ao caso, ser gay, virou moda, quem tem tendência para esse comportamento encontra apoio nas mais variadas esferas que regem nossa sociedade, e agora a própria lei legitimou o que chamam de “novo segmento da familia brasileira”.

Pois bem, e a igreja como deve se portar frente a isso?

Tenho visto alguns corajosos que metem a cara na tv, entre eles até alguns que nem da igreja são, mas entendem que a apologia ao homossexualismo está indo além do direito de ser gay, e ultrapassando a isso, toma espaço daquele que não divide da mesma opinião.

Os cristãos de modo geral nesse país que usam a bíblia como diretriz e regra da fé cristã, sabem que os textos bíblicos não deixam sombra de dúvida sobre o homossexualismo. Deus através de sua palavra condena completamente a prática do homossexualismo, e isso, nunca tivemos problema nenhum em ensinar a nossos filhos, mas e agora? Perto do que imaginamos uma lei aprovada pelo Congresso, poderemos continuar a falar isso?

O que você como crente pensa? devemos nos acovardar? sentirmos medo do “politicamento correto”?

O que você como crente deve fazer? baixar a cabeça por conveniência, ou falará ao mundo que a prática do homossexualismo é pecado, sempre foi pecado e sempre será pecado?

Pra concluir… já parou pra pensar na palavra HOMOFOBIA? você sabe qual o sentido dela no dicionário português verdadeiro?

Digo verdadeiro porque se você procurar o sentido dessa palavra na internet hoje, ela sempre estará associada ao homossexualismo, então deixe-me explicar;

Fobia origina-se do grego e quer dizer “MEDO”.

Homo origina-se do latim e quer dizer; humano, ser humano, pessoa, gente ou homem é um animal membro da espécie de homo sapiens, pertencente ao genero família hominidae “Homo sapiens – do latim “homem sábio.

Logo, unindo essas duas palavras origina-se HOMOFOBIA, ou seja, medo do ser humano, medo de pessoas, de um indivíduo.

Andei lendo alguma coisa sobre esse distúrbio de ordem psíquica, Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia o tratamento mais indicado é a psicoterapia.

A pessoa que desenvolve um caso clínico especifico desse problema, a psicologia a trata de uma pessoa que SOFRE um ataque homofóbico. Ou seja, a homofobia não é algo que a pessoa desenvolve por vontade própria ou tomada de raciocínio, a homofobia é algo que se desenvolve por um disturbio de doença da ordem psíquica, logo, como associar essa palavra a um ato por exemplo de PRECONCEITO, que quer dizer outra coisa completamente diferente, ou seja;

Preconceito (prefixo pré- e conceito) é um “juízo” preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude “discriminatória” perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”.

Peraí, então estão usando até a palavra errada para justificar a causa! eu não tenho medo de um ser humano por ele ser gay, você tem? outra coisa, preconceito explica atos de selvageria contra o ser humano, mas homofobia meu querido…. é uma palavra no meu ver muito mal colocada pra associar a causa gay no mundo.

Caro irmão, não precisa ser agressivo e tão pouco cometer o erro criminoso do preconceito. Mas não abra mão de dizer que homossexualismo é pecado, e Deus abomina esse e todos os outros tipos de pecado, e nem por isso você deve ser chamado de homofóbico.



Este texto bíblico não é socialista

Por Eguinaldo Hélio Souza:

De uma vez por todas – a Bíblia não apóia o socialismo.

Eu era adolescente no hoje chamado ensino médio quando ouvi pela primeira vez meu professor comunista citando a Bíblia para nos doutrinar. Era o famoso texto de Atos 2.44, 45:

Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.
Este texto nos lábios de um comunista vale tanto quanto as palavras do Salmo 91 na boca de Satanás durante a tentação de Cristo. Não passa de um texto fora de seu contexto para defender um pretexto. A cosmovisão marxista não é apenas diferente daquela que encontramos nas Escrituras, é inimiga declarada. Apontar este texto para dizer que a Bíblia defende o socialismo não passa de mera ingenuidade por parte de alguns e astúcia pura por parte de outros.

Por que este texto não é socialista?
Esta ação foi feita por pessoas que temiam a Deus, o que não é o caso do socialismo, com suas bases ateístas e materialistas
Eles fizeram voluntariamente, não à força das armas do Estado como defendeu Marx em seu Manifesto Comunista.
O governo romano nada teve a ver com esta ação. Os cristãos não consideravam o Estado “redentor”.Eles sabiam que amor ao próximo, solidariedade e comunhão são valores individuais. Não produtos da coerção estatal.

Dizer, por causa deste texto, que a Bíblia defende o comunismo é o mesmo que dizer que ela justifica os homens-bomba porque afirma que há um só Deus. Os marxistas que ousam usar este texto sabem que a totalidade de sua ideologia se opõe completamente aos ensinos do cristianismo e da Bíblia. Seu propósito é enganar, não esclarecer.

Chega de mentira, chega de enganação. Esse texto de modo algum justifica o socialismo. E nenhum outro texto das Escrituras o defende. Que os esquerdistas parem de querer associar um texto sacro com uma ideologia ateísta, materialista e assassina que se opôs fortemente ao cristianismo. Isso é enganação e mentira. O socialismo nada tem a ver com amor ao próximo. Tem a ver com centralização de poder e isto sua teoria e sua história atestam muito bem.

Conta-se que em certa ocasião Marx entrou com um amigo, Le Moussu, em um empreendimento capitalista. Brigaram. E para tentar evitar um conflito judicial procuraram a ajuda do advogado Frederic Harisson. Sobre esse episódio Harisson narrou a atitude patética de ambos:

“Antes de eles apresentarem provas eu exigi nos termos da lei que eles jurassem sobre a Bíblia, como a lei exigia para testemunho legal. Isto horrorizou os dois. Karl Marx protestou que Le nunca se degradaria tanto. Le Moussu disse que jamais algum homem o acusaria de tal ato de vileza. Durante meia hora eles argumentaram e protestaram, cada um se recusando a jurar por primeiro na presença do outro. Finalmente consegui um compromisso de que o testemunho seria “tocar o livro” sem pronunciar nenhuma palavra. Ambos me pareceram fugir da contaminação do toque no sagrado volume, mais do que Mefistófeles [o diabo] na Ópera foge da cruz”[1] (grifo e colchetes meus)

Se você deseja acreditar nas ilusões de Marx, nossa sociedade “burguesa” garante a você esse direito. No entanto, seja coerente nesse ponto como fez Karl Marx. Não toque na Bíblia. Ela não aprova de modo algum sua escolha. Ela não quer ser tocada ou manuseada por pessoas que são inimigas de sua verdadeira mensagem. Marxismo e cristianismo são mutuamente excludentes. Quem conhece realmente a ambos sabe muito bem disso.

[1] MCLELLAN, David. Karl Marx, vida e obra. Petrópolis: Vozes, 1990, p. 439

Manifesto comunista: manifesto contra a família

 Por Eguinaldo Hélio Souza:


Sim! Também a instituição familiar foi vitima do famigerado Manifesto Comunista. Nem ela escapou! Basta ler. Como sempre, seu conteúdo sintético condensa a visão revolucionária contra a realidade e a tradição. O ódio à instituição familiar se justifica pelos mesmos falsos argumentos de sempre.
“Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual.
A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública.

A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento. E uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital.” [1]

Segundo o Manifesto, qual o fundamento da família? O capital. Como acabar com ela? Acabando com o capitalismo e a propriedade privada. Enquanto a moral judaico-cristã compreende a importância da família e luta para que ela se mantenha coesa, o comunismo a despreza, a desvaloriza e lança contra ela seu veneno.

A Lei da Palmada nada mais do que afronta marxista contra a autoridade paterna. O feminismo nada mais do que a luta de classes transferida para a identidade sexual. A defesa da união entre pessoas do mesmo sexo, nada mais é do que uma tentativa maquiavélica de anular o sentido de família, pois se família é qualquer coisa que se denomine família, então nada é família.

Friedrich Engels, buldogue de Marx, escreveu:
“A monogamia não aparece na história, portanto, como uma reconciliação entre o homem e a mulher e, menos ainda, como forma mais elevada de matrimônio. Pelo contrário, ela surge sob a forma de escravização de um sexo pelo outro, como a proclamação de um conflito entre os sexos, ignorado, até então, na pré-história. (…) Hoje posso acrescentar: o primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o antagonismo entre o homem e a mulher na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino”[2]
E continua:
“A família individual moderna baseia-se na escravidão doméstica, franca ou dissimulada, da mulher, e a sociedade moderna é uma massa de cujas moléculas são as famílias individuais”[3]
O Manifesto é também entre outras coisas um libelo contra a família, cujas ideias são ampliadas na obra de Engels:
“Então é que se há de ver que a libertação da mulher exige, como primeira condição, a reincorporação de todo o sexo feminino à indústria social, o que, por sua vez, requer a supressão da família monogâmica como unidade econômica da sociedade”[4]
Bastaria ouvir minha esposa para desmascarar tamanha besteira. Entretanto, e infelizmente, nem sempre as novas gerações são tão sábias quanto ela, e, inoculadas com veneno marxista, muitos só mais tarde compreendem as bênçãos de uma família estável em um mundo instável.

No entanto, o marxismo não é apenas inimigo da família. Ele é inimigo do conceito de família. Não devemos ficar admirados se em uma cultura marxizada a família sofre todo tipo de ataques e distorções.

As ideias marxistas sobre família fizeram parte da Revolução Bolchevique: “Muitos bolcheviques acreditavam que a família, sendo uma instituição baseada na propriedade privada, seria abolida em uma sociedade comunista, com o Estado assumindo a responsabilidade de cuidar das crianças e do trabalho doméstico”[5]. E se os pais educassem seus filhos conforme seus valores e não conforme os valores da revolução marxista, então esses filhos podiam rebelar-se com o total apoio do Estado. “Se os pais persistem em transformar os filhos em pequenos senhores ou em místicos bitolados, então as crianças tem o direito ético de abandoná-los”[6]. É marxismo pisando a ética judaico-cristã, o mandamento de honrar pai e mãe. Em primeiro lugar vem a submissão ao Estado-Leviatã.

Na década de 1980, Marilena Chauí lançou seu livro “O que é ideologia?” E nele já estavam contidos ataques à família, bem como a defesa da união homossexual. Temos hoje o resultado de décadas de doutrinação.

“Se a ideologia [capitalista] mostrasse todos os aspectos que constituem a realidade das famílias no sistema capitalista, se mostrasse como a repressão da sexualidade está ligada a essas estruturas familiares (condenação do adultério, do homossexualismo, do aborto, defesa da virgindade e do heterossexualismo, diminuição do prazer sexual para o trabalhador porque o sexo diminui a rentabilidade e produtividade do trabalho alienado), como, então, a ideologia manteria a ideia e o ideal da Família? Como faria, por exemplo, para justificar uma sexualidade que não estivesse legitimada pela procriação, pelo Pai e pela Mãe? Não pode fazer isto. Não pode dizer isto”[7] Para ela a família não é uma necessidade da estrutura social. É apenas uma conveniência humana que se opõe á religião de Marx. Precisa ser destruída.

Este é mais um dos pontos que torna o Manifesto Comunista o pior livro do Ocidente. Sua defesa do Estado monstro, seu anti-cristianismo, sua defesa da violência política, são motivos suficientes para que sua leitura seja, senão suprimida, pelo menos contraindicada. Sua venda deveria ser feita sob um rótulo: “Cuidado, esta leitura é prejudicial à sua existência e à existência de toda a humanidade”. A história universal que o diga. E nossa história também.




Notas:
[1] MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 32

[2] ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2014, p. 79

[3] ENGELS, Friedrich. Op. Cit. p. 89

[4] Op. cit. p. 90 

[5] SMITH S.A. Revolução Russa. Porto Alegre: L&PM, 2013, p. 160 

[6] SMITH S.A. Op. Cit p.163 

[7] CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 118