“Aborto: Não Basta Ser Contra”

Por: Lucas Freire

Entre nossos políticos e burocratas, assistentes sociais e ativistas, militantes e intelectuais, existe uma tendência a tratar o aborto como prática normal, e sua liberalização como um alvo desejável. O aborto que se pretende legalizar no Brasil é um tipo de homicídio. Os que desejam sua legalização querem que o governo promova aquilo que é mau e dificulte aquilo que é bom. Nessa inversão de vida e morte, a mulher que teme a Deus nada contra a corrente da sociedade contemporânea. Faz ela muito bem.

Porém, sua estratégia muitas vezes é incompleta. É que, em diversas ocasiões nosso combate ao mal deixa a desejar, não vai além do básico. Para não dizer falso testemunho contra o próximo, basta fechar a boca. Para defender a honra do seu próximo, em palavra e pensamento, é preciso um esforço consideravelmente maior. Na luta contra o pecado, a tendência é pensar que basta não fazer o mal. É muito mais difícil ir além, promovendo ativamente o bem que esse pecado fere.

Além disso, é fácil e cômodo cruzar os braços e condenar, na vida dos outros, um tipo de pecado que você jamais planejou cometer. Muita gente nas igrejas critica o traficante de drogas. Um número significativamente menor denuncia o uso trivial do nome de Deus no dia-a-dia. No combate ao aborto, não basta se abster de matar. Se parar por aí, você corre o risco de ignorar um outro lado desse pecado: a promoção a vida.

Já faz algum tempo que a noção de dignidade da vida humana, criada à imagem e semelhança de Deus, tem sido ignorada pela nossa sociedade. Como reverter essa situação? “Um ponto de partida para promover a vida”, diz minha esposa, que completou um treinamento para lidar com mulheres que estão pensando em abortar, “é mudar o conceito das pessoas a respeito do que é um bebê”. Hoje, uma gravidez é vista mais como um novo orçamento, e um bebê como uma nova variável nos cálculos da família.

Um antídoto a isso é absorver, novamente, a visão bíblica da vida humana e de sua multiplicação. Crescer e multiplicar é uma forma de resposta ao mandato cultural que Deus nos deu, registrado em Gênesis. É uma das missões que se deve buscar, com a ajuda divina, no casamento, conforme a forma litúrgica da celebração do matrimônio nos ensina. É uma bênção de Deus, conforme lemos nos Salmos e na história de várias mulheres piedosas como Sara e Ana.

Escravo no Egito, o povo de Deus via à sua volta uma cultura pagã que encarava os filhos mais ou menos como a nossa cultura os enxerga hoje. Sabe-se que a contracepção era praticada entre os egípcios da antiguidade. Não temos certeza quanto à frequência dessa prática, mas sabemos que, lá e no deserto, Israel teve contato com culturas que viam o crescimento populacional como algo negativo – uma percepção cristalizada nos mitos da antiga mesopotâmia.

Hoje, com base na visão da vida humana como uma variável desafiadora no orçamento, como estraga-prazeres, como atraso de carreira, muita gente pensa no aborto como uma possível saída. Outros, querendo mostrar algum vestígio de consciência, optam pelo argumento do “coitado”. Coitado do bebê que vai nascer neste mundo, cheio de desastres humanos e naturais, cheio de violência e miséria, cheio de desespero. Seria melhor nem ter nascido!

Mas isso, além de loucura fria e calculista, é um argumento sem base. A Bíblia nos conta que o povo de Israel, mesmo sofrendo o jugo da escravidão, cresceu e se multiplicou a ponto de fazer tremer de medo os seus escravizadores egípcios. A Bíblia exalta o heroísmo das parteiras hebreias que resistiram à política de genocídio de bebês imposta por Faraó. E isso para ficar só no Antigo Testamento.

Pergunto: e você? Como você enxerga a gravidez, o bebê em formação? Como é a sua linguagem? Negativa? Você usa termos como “gravidez indesejada” ou coisa do tipo para rotular certas situações? Ou será que você a enxerga sob a ótica da Palavra de Deus? A sua atitude pessoal e até mesmo o seu modo de falar têm um grande peso. E das duas, uma: ou elas reproduzem o que nossa sociedade anticristã propõe, ou nadam contra a maré, promovendo a vida segundo a visão cristã.

Em mais de uma ocasião, presenciei a mesma triste conversa. Fala-se duma família mais humilde. A mãe “está grávida de novo!” E então, alguém diz: “Será que ela não sabe? É tanta irresponsabilidade!” E, com isso, fica a implicação de que o ciclo de pobreza dessa família será perpetuado pela nova vida que está para chegar. Certa vez, vi uma irmã em Cristo criticar assim a mulher de família pobre que está “grávida de novo”. Isso me deixou com tanta vergonha!

Esse tipo de opinião reflete exatamente o que a Bíblia rejeita como paradigma para enxergar a vida humana preciosa. Primeiro, trata-se de uma visão extremamente materialista. A criança é reduzida a um problema, ou a um exemplo de “ignorância” dos pais. Segundo, ela é reduzida a uma variável, que os pais fracassaram em “controlar”. Terceiro, ocorre uma inversão de valores. Obedecer a voz de Deus, crescendo e multiplicando, é visto como “irresponsabilidade”. Nada disso é opinião digna duma pessoa que se diz cristã. Pelo contrário, isso beira a desejar que aquela criança não existisse. Isso beira a um “aborto no coração”.

Pode ser que você não pense nem fale assim a respeito da sua própria gravidez ou da gravidez de outras mulheres. Ótimo. Mas, em todo o caso, fica aqui o lembrete: a cada opinião que é dada, um sistema de pensamento é reproduzido. Esse sistema afirma a verdade de Deus ou a nega. Talvez haja algo a mais que você possa fazer ao ouvir uma conversa desse teor, ou talvez você possa promover a vida humana de outras formas mais ativas.

O caso de famílias carentes é um caso que demanda atenção especial. Uma gravidez em condições de penúria pode ser extremamente preocupante, não somente do ponto de vista financeiro como também médico e psicológico. Só que isso não significa necessariamente que toda família nessa situação deva se portar de forma negativa. “Uma das coisas que às vezes é difícil perceber”, diz minha esposa, “é que, em casos onde se sofre tanta tristeza na vida, um filho é um presente precioso para trazer conforto e consolo”.

Refletir uma percepção bíblica do valor da vida é um grande passo na direção certa. Outro passo é preocupar-se, de coração, com a causa da proteção da vida. De preferência, procure saber a respeito de organizações cristãs que têm essa missão: orfanatos, creches ou hospitais. Procure doar seu tempo, atenção e dinheiro em apoio. Caso você seja profissional da saúde, por que não entrar em contato com outras pessoas que compartilham a mesma fé e os mesmos princípios, buscando um projeto comum de promoção da vida?

A ação cristã em isolamento muitas vezes é pouco efetiva e tem pequeno alcance. Daí a necessidade de se associar. Na luta contra o aborto, é verdade que um grupo grande de cristãos já percebeu essa realidade e tem buscado na militância e na cobrança política evitar o assassinato de milhares e criancinhas. Porém, um outro lado da nossa responsabilidade é justamente a missão positiva de promover a vida, indo além do comportamento e linguagem individuais.

Uma associação efetiva de cristãos na luta pela promoção da vida deve se pautar pela lógica própria desse tipo de organização. Ela terá uma missão bem explícita, esclarecendo quais são as suas ferramentas: treinamento de conselheiros, levantamento de fundos, assistência local a famílias necessitadas, parceria com planos e instituições de saúde, e assim por diante. Essa associação não será eficaz se for vista como uma empresa ou, por outro lado, como um braço da igreja institucional. Ela será inócua se não tiver uma filosofia bem explicada a respeito da vida humana e dos métodos que devem ser usados para sua promoção. Ela será deformada em sua missão caso se dedique somente a pressionar o poder público.

Existem, pelo mundo, várias organizações e movimentos promovendo a causa abortista. Vemos alguns exemplos em nosso próprio país. A efetividade desses inimigos da vida e amigos da agressão é espantosa. Nós contamos com armas especiais, que não se resumem ao plano humano. Só que, nesse plano, ainda estamos engatinhando. A atitude e linguagem que você tem é um bom começo. A associação formal e informal dará um impulso ainda maior à nossa incipiente resposta. O exército abortista é bem articulado e profissionalizado. Chegou a hora de pagar na mesma moeda, dentro dos parâmetros que Deus nos permite e nos ordena seguir. Participe ativamente da causa da promoção da vida. Ela é boa, e Deus é bom. Ele se alegrará com sua fidelidade.
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Fonte: Mulheres Piedosas

O espírito de Karl Marx em Lausanne: Teologia da Missão Integral

Por Julio Severo:

René Padilla: Lausanne defendeu a Teologia da Missão Integral como a missão da igreja


Karl Marx estava em Lausanne em 1867, para um congresso marxista internacional.

Um século mais tarde, outro congresso internacional atraiu a atenção em Lausanne. Não foi um congresso marxista. Foi um congresso evangélico sobre evangelização. Contudo, deu um holofote fantástico para os promotores latino-americanos da TMI (Teologia da Missão Integral), que, de acordo com seus defensores brasileiros, é a versão protestante da marxista Teologia da Libertação. Um deles é Ariovaldo Ramos, que louvou Hugo Chávez. Ele é o diretor da Visão Mundial no Brasil.

Foi o Congresso Lausanne de Evangelização Mundial,1974, onde um de seus teólogos, René Padilla, era um dos mais proeminentes defensores da TMI na América Latina.

Então, espiritualmente, Karl Marx estava também presente no congresso Lausanne, através de sua ideologia, que estava ganhando roupagem evangélica.

Roupagens bonitas disfarçam uma ideologia feia e enganadora.

Por isso, há um esforço dos promotores da TMI de sequestrar o propósito de grandes conferências evangélicas explorando qualquer declaração que se assemelhe aos sentimentos socialistas da TMI. Em seu documento “Integral Mission and its Historical Development” (Missão Integral e seu Desenvolvimento Histórico), Padilla argumentou em favor da TMI fazendo uma lista de várias conferências evangélicas passadas como alegadamente apoiando-a.



Usarei o documento de Padilla como referência para tratar a TMI em Lausanne.

Acerca do Congresso de Missão Mundial da Igreja (Wheaton 1966), Padilla disse:

“A Declaração de Wheaton confessou o ‘fracasso de aplicar princípios bíblicos para tais problemas como racismo, guerra, explosão populacional, pobreza, desintegração da família, revolução social e comunismo.’”

“Explosão populacional” era um assunto comum e obsessão entre as elites ocidentais nas décadas de 1960 e1970 e deveria ter sido tratada por líderes cristãos responsáveis e capazes não de acordo com os desejos das elites, desejos que levaram à legalização do aborto nos EUA, a maior nação protestante do mundo, e posterior homossexualização radical da sociedade. “Explosão populacional” é um mito e estratégia retórica que disfarçam iniciativas de controle populacional que incluem o planejamento familiar e são responsáveis hoje pelo dilúvio de “direitos homossexuais” em detrimento dos direitos e bem-estar das crianças e suas famílias. Se esse mito tivesse sido desmascarado por líderes cristãos naquela época, poderia ter evitado a legalização do aborto nos Estados Unidos, a qual ocorreu em 1973, com um número enorme hoje de mais de 50 milhões de bebês em gestação como vítimas inocentes.

Acerca de revolução social e comunismo, qualquer que seja a interpretação que Padilla tentasse dar, é óbvio que a TMI, em sua prática latino-americana, nunca foi inimiga para ele e seus colegas teólogos liberais.

Padilla se pergunta sobre Wheaton 1966:

“Como tal documento pôde ser produzido numa conferência de missões realizada nos Estados Unidos numa época em que o evangelicalismo nesse país não estava simplesmente interessado em mudança social ou ativismo social.”

Entretanto, um evangelho socialista não era uma realidade estranha nos EUA. Ao que tudo indica, Padilla ignora o movimento do Evangelho Social, que nasceu nos EUA na década de 1870. O socialismo na sociedade americana e entre suas igrejas era uma ameaça tão séria que “Os Fundamentos,” um documento teológico organizado por R. A. Torrey e publicado em 1915, tinha um capítulo inteiro contra o marxismo e o socialismo.

O socialismo, mascarado como interesse em mudança social ou ativismo social, é um velho problema nas igrejas americanas.

O velho movimento do Evangelho Social dissipa o mito de que o evangelicalismo nos EUA não tinha se envolvido em “mudança social ou ativismo social.” E há sinais significativos de que o liberalismo teológico mais importante na América Latina foi influenciado por ele.

A Teologia da Missão Integral, ou até mesmo a Teologia da Libertação, pode ser o desdobramento mais importante do Evangelho Social.

Um missionário presbiteriano do movimento do Evangelho Social foi para o Brasil em 1952 e passou uma década ensinando teologia na instituição teológica presbiteriana mais proeminente do Brasil. Seu nome era Rev. Richard Shaull, e ele estava envolvido em várias causas marxistas e comunistas no Brasil. O nascimento das ideias da Teologia da Missão Integral (TMI) no Brasil tem origem e crédito nele.

Na década de 1950 ele já dizia o que os promotores da TMI estariam dizendo nas décadas de 1980 e 1990 e décadas futuras. O discípulo de Shaull, Rubem Alves, inicialmente um teólogo na Igreja Presbiteriana do Brasil e mais tarde um agnóstico, defendia as ideias da Teologia da Libertação antes de seu lançamento oficial.

Ainda que a TMI seja rotulada de versão protestante da Teologia da Libertação, a TMI nasceu antes da Teologia da Libertação. Para mais informações, baixe meu e-book grátis: http://bit.ly/11zFSqq

Padilla tentou dar para a TMI um nascimento mais nobre usando grandes conferências evangélicas, inclusive o Congresso Mundial de Evangelismo (Berlim 1966), como alegados precursores.

Em seu discurso de abertura na Conferência de Berlim, Billy Graham reafirmou sua convicção de que “se a igreja voltasse à sua tarefa principal de proclamar o Evangelho e as pessoas se convertessem a Cristo, teria um impacto muito maior nas necessidades sociais, morais e psicológicas dos homens do que poderia alcançar por meio de outra coisa que se pudesse realizar.”

Apesar disso, Padilla usou essa conferência como um grande precursor da TMI. Ele disse:

“Com todos esses antecedentes, ninguém deveria ficar surpreso que o Congresso Internacional de Evangelização Mundial (Lausanne 1974) acabaria se revelando um passo definitivo para confirmar a missão integral como a missão da igreja. Em vista da marca profunda que deixou na vida e missão do movimento evangélico no mundo inteiro, o Congresso de Lausanne pode ser considerado o encontro evangélico mundial mais importante do século XX.”

Para Padilla, Lausanne estabeleceu a Teologia da Missão Integral como a missão da igreja. Assim, com a TMI em Lausanne, o socialismo se tornou a missão da igreja.

Por causa da influência esquerdista de Padilla e outros teólogos latino-americanos, o Pacto de Lausanne disse: “Afirmamos que o evangelismo e o envolvimento sócio-político são ambos partes de nosso dever cristão.” O Pacto de Lausanne basicamente igualou evangelismo com ação política de linha esquerdista, uma união profana nunca feita pelo Evangelho ou Jesus.

A figura central do primeiro Congresso de Lausanne foi Billy Graham. Sem ele, não teria havido Lausanne, mas também nem ele esperava a repercussão em nível ideológico. Quando Graham percebeu que a esquerda evangélica estava tentando atrelar tudo, ele parou de financiar Lausanne, para desgosto de Robinson Cavalcanti, antigo colunista da revista Ultimato, que publicamente acusou que Lausanne estava sob uma “hegemonia da ala conservadora, branca, anti-CMI (Conselho Mundial de Igrejas), antissocialista,” etc. (Pobre Graham: branco, anglo-saxão, conservador, etc!)

Cavalcanti queria a continuidade de Graham no movimento Lausanne para captar recursos para levar adiante a revolução da TMI. Essa revolução vem ocorrendo, mas sem o dinheiro e participação de Graham. Valdir Steuernagel, líder da TMI, já mostrou que hoje Lausanne está muito mais TMI do que nunca. Não é, pois, um movimento com a cara do Evangelho, mas com a cara de uma ideologia que se mascara como Evangelho.

Padilla comentou acerca dos resultados que ele ajudou a produzir nesse pacto da TMI dizendo: “O Pacto de Lausanne não só expressou penitência pela negligência da ação social, mas também reconheceu que o envolvimento sócio-político era, junto com o evangelismo, um aspecto essencial da missão cristã. Ao fazer isso deu um golpe mortal nas tentativas de reduzir a missão à multiplicação de cristãos e igrejas por meio do evangelismo.”

No entanto, “ação social” e “envolvimento sócio-político” como “um aspecto essencial da missão cristã” nunca foram, na opinião de Padilla e outros adeptos da TMI, ativismo conservador. Sempre foram ativismo socialista.

Padilla frisa o mesmo ponto quando diz:

“Se tanto o evangelismo quanto a ação social estão tão intimamente relacionados que sua parceria é ‘em realidade, um casamento,’ é óbvio que a primazia do evangelismo não significa que o evangelismo deve sempre e em toda parte ser considerado mais importante do que seu parceiro. Se esse fosse o caso, algo estaria errado com o casamento!… Conceito de missão como um casamento em que os dois parceiros — palavra e ação — são iguais, mas separáveis.’”

Então para Padilla, a ação social — na verdade, a ação socialista — é tão importante quanto é o Evangelho. Essa é uma união profana que Jesus e seus apóstolos nunca pregaram ou conheceram.

Padilla tenta fazer os inimigos da TMI parecerem evangélicos de classes mais elevadas na América do Norte se opondo a pastores latino-americanos pobres que adotaram uma teologia para ajudar os pobres. Ele disse:

“Apesar de seus inimigos, a maioria deles identificados com a elite missionária norte-americana, a missão integral continuou a encontrar apoio entre evangélicos, principalmente no segundo e terceiro mundo.”

Contudo, ele não informou seus leitores que os pregadores da TMI na América Latina são igualmente luteranos, presbiterianos e batistas da classe média alta, muitas vezes formados em universidades europeias e americanas, que entram em choque com pregadores pentecostais e neopentecostais geralmente pobres que ajudam os pobres em suas próprias comunidades pobres, mas sem a TMI. Eles ajudam os pobres pregando o Evangelho sem socialismo. Eles incentivam suas audiências a buscar prosperidade, cura, saúde e salvação de Deus. Eles oram pelos doentes e expulsam demônios. Esse é um Evangelho enormemente desconhecido dos adeptos da TMI.

Daí, há conflitos entre eles. Quando o Movimento Lausanne se reuniu no Brasil em 2014 para debater “problemas” pentecostais e neopentecostais, o líder da reunião foi o Rev. Steuernagel, um pastor que não é pentecostal.

Pelo fato de que Padilla não tem apoio da Bíblia para unir o Evangelho com ação política esquerdista, ele tem de usar grandes conferências evangélicas e sua linguagem ambivalente ou vaga ou até mesmo Lausanne, cuja linguagem teve a participação ativa dele.

Além disso, intencionalmente ou não, Padilla desconsiderou a oposição conservadora em Lausanne aos esforços dele para tornar Lausanne mais esquerdista. O líder dessa oposição foi o Dr. C. Peter Wagner, que era missionário na América Latina e conhecia muito bem os promotores da TMI. Ele acusou a TMI de ser esquerdista.

Padilla também nunca mencionou que em Lausanne os líderes evangélicos da América Latina não representavam o pentecostalismo explosivo nessa região. Por exemplo, o Rev. Valdir Steurnagel, hoje líder do Movimento de Lausanne, é pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Um ex-presidente dessa denominação luterana, Walter Altmann, é moderador do Conselho Mundial de Igrejas e um promotor ativo da Teologia da Libertação. Muitos outros nessa denominação são defensores proeminentes da Teologia da Libertação e TMI. A maior instituição teológica da IECLB no Brasil tem um professor de teologia, o Dr. André Sidnei Musskopf, que é não apenas um homossexual assumido, mas também um militante homossexual ativo e escritor.

A Teologia da Libertação, em seu marxismo explícito, na IECLB faz a TMI parecer, em seu socialismo “suave,” “conservadora” ou até mesmo “direitista”! Mas como mostra o exemplo do Rev. Musskopf, ambas teologias facilitam a aceitação e expansão da teologia gay.

A condição de classe elevada de Steuernagel e suas experiências teológicas mais altas de modo nenhum refletem a experiência das igrejas pentecostais e neopentecostais predominantes no Brasil, cujas congregações muitas vezes são compostas por membros mais pobres do que as congregações luteranas, que geralmente são classe média ou mais alta. A IECLB, que adotou a Teologia da Libertação e a TMI, não representa o perfil da Igreja Evangélica do Brasil.

Padilla também reconhece a influência de Steuernagel em Lausanne dizendo:

“Mas a falta de atenção adequada à questão de justiça durante o Congresso foi claramente articulada por Valdir Steuernagel do Brasil num discurso de dez minutos que ele deu ao plenário no finalzinho do Congresso.”

Da mesma forma, outros teólogos brasileiros não falam pela Igreja Brasileira quando falam sobre ela às audiências do primeiro mundo e conferências evangélicas internacionais.

Paul Freston, um brasileiro naturalizado que tem livros publicado em inglês sobre a Igreja Brasileira, tem um histórico de envolvimentos socialistas no Brasil e ele é uma figura chave em eventos da TMI no Brasil.

Outro promotor da TMI é o Rev. Alexandre Brasil, um pastor presbiteriano que tem dado discursos em instituições calvinistas nos EUA sobre a situação da Igreja Evangélica no Brasil. O Rev. Brasil tem tido um emprego de alto salário como assessor na presidência do Brasil no atual governo socialista.

Todos eles são brasileiros de classes mais elevadas tratando de questões de pobreza em grande parte não experimentadas por seu segmento protestante, mas pelos segmentos pentecostais e neopentecostais.

Apesar disso, Lausanne tem sido uma plataforma para esses teólogos que não são pobres promoverem suas ideias marxistas no nome do Evangelho, que já tem assistência abundante para os pobres, sem socialismo.

Se maldições espirituais podem afetar espiritualmente cristãos enfermos, será que a reunião marxista de Karl Marx em Lausanne em 1867 e suas influências das trevas poderiam ter afetado uma reunião evangélica 100 anos mais tarde?

A responsabilidade de um cristão é pregar o Evangelho a toda criatura, inclusive marxistas, socialistas e comunistas. Vacinar o Evangelho com o marxismo, o comunismo ou o socialismo não é plano de Deus.

Pregar o socialismo mascarado como responsabilidade social “cristã” ou como “casado” ao Evangelho a todos os cristãos não é o que Jesus mandou. Ele mandou que os cristãos pregassem o Evangelho do Reino de Deus e curassem os doentes e expulsassem demônios — presumivelmente, até mesmo ideologias demoníacas entre os cristãos. Sinais e maravilhas, ou curas e expulsão de demônios, estão casados com o Evangelho original, o primeiro Evangelho.

Se tivesse tido oportunidade, o Espírito Santo poderia ter se manifestado em Lausanne e outras conferências evangélicas semelhantes. Em vez disso, o espírito de Karl Marx fez suas manifestações protestantes em Lausanne, que, de acordo com Padilla, estabeleceu a TMI como “a missão da igreja,” levando os evangélicos a abraçar e ajudar uma ideologia que faz o Estado substituir o Evangelho na competência de ajudar os pobres, curar os enfermos e expulsar os demônios mediante seus serviços sociais, financiados não pelo bolso de seus governantes políticos, mas pelo bolso de seus cidadãos explorados.

Por que ninguém ousa chamar a TMI de outro evangelho ou outro espírito?

A destruição do homem ocidental

Ano após ano, a infiltração revolucionária na cultura do ocidente em doses homeopáticas atinge um patamar de sutileza cada vez maior a tal ponto que, para que seja percebida, exige de nós não só um enorme esforço, mas a coragem de digladiar-se com um mundo tomado pelo politicamente correto, o qual aguarda de prontidão para imputar o mais hediondo sentimento ao primeiro que ousar não dizer ”amém” ou ”sim senhor” para qualquer pauta do movimento LGBT, abortista, feminista e afins. 


Nessa toada o homem ocidental, isto é, aquele que dentro de si tem semeado uma estrutura sólida fundada em uma hierarquia de valores religiosos, morais e institucionais, aquele que crê ser herdeiro de coisas boas e atemporais, se vê compelido a lidar com uma série de situações que, no mais das vezes, farão de tudo para que a sua noção de pertencimento se esvaia dando lugar ao sentimento de solidão ou mesmo a sensação da iminência de uma vida caótica em sociedade, onde tudo que se encontra presente em seu íntimo já não tem morada na realidade. O homem ocidental sofre de ataques que, sobretudo, visam remodelar a sua figura por meio da ocupação de espaços, muito bem ensinada por Antônio Gramsci, sendo quase imperceptível mas que, aos poucos, perpetram um trabalho desconstrucionista no seu imaginário, partindo de simples slogans de publicidade que enaltecem a figura sorridente de um homem cheio de brincos, piercings, alargadores, tatuagens, usando as roupas mais esdrúxulas e os cortes de cabelos mais bizarros que se possa imaginar, constituindo assim a cada esquina, a cada passeio com os filhos, a cada jantar com a esposa, a cada cinema com a namorada um lugar em que o homem tradicional já não tem mais espaço algum. 

Essa é só uma das situações pela qual se pode traduzir o cárcere do homem ocidental, as universidades em geral na forma de seus docentes, a mídia internacional – que serve de cabo referencial para a mídia nacional -, os ordenamentos dispostos pela ONU (depois do Partido Bolchevique, o maior partido de esquerda que o mundo conheceu), promulgam a desconstrução do homem com a imagem de um pai que, sob a promessa de ser considerado ”acolhedor e bom”, aceita tudo e, ao questionar a conduta de seus filhos, corre o risco de receber de todas as autoridades supramencionadas o título de ”machista e autoritário” ou de alguém ”atrasado” e com isso conclui-se com sucesso um ataque à tão odiada família atingindo em cheio um de seus maiores pilares: a autoridade que existe no lar, destruindo, ainda, uma verdadeira muralha da civilização ocidental, a propriedade privada, sem ter de promulgar uma lei sequer mas sim remodelando-a, de dentro para fora, por meio de infiltração cultural, de modo que a propriedade privada já não mais segue a uma continuidade ditada pela tradição familiar, mas sim a uma nova diretriz de agentes externos, dentre eles, o Estado. Os comunistas da atualidade não precisam de leis para destruir nossos bens.

Este texto bíblico não é socialista

Por Eguinaldo Hélio Souza:

De uma vez por todas – a Bíblia não apóia o socialismo.

Eu era adolescente no hoje chamado ensino médio quando ouvi pela primeira vez meu professor comunista citando a Bíblia para nos doutrinar. Era o famoso texto de Atos 2.44, 45:

Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.
Este texto nos lábios de um comunista vale tanto quanto as palavras do Salmo 91 na boca de Satanás durante a tentação de Cristo. Não passa de um texto fora de seu contexto para defender um pretexto. A cosmovisão marxista não é apenas diferente daquela que encontramos nas Escrituras, é inimiga declarada. Apontar este texto para dizer que a Bíblia defende o socialismo não passa de mera ingenuidade por parte de alguns e astúcia pura por parte de outros.

Por que este texto não é socialista?
Esta ação foi feita por pessoas que temiam a Deus, o que não é o caso do socialismo, com suas bases ateístas e materialistas
Eles fizeram voluntariamente, não à força das armas do Estado como defendeu Marx em seu Manifesto Comunista.
O governo romano nada teve a ver com esta ação. Os cristãos não consideravam o Estado “redentor”.Eles sabiam que amor ao próximo, solidariedade e comunhão são valores individuais. Não produtos da coerção estatal.

Dizer, por causa deste texto, que a Bíblia defende o comunismo é o mesmo que dizer que ela justifica os homens-bomba porque afirma que há um só Deus. Os marxistas que ousam usar este texto sabem que a totalidade de sua ideologia se opõe completamente aos ensinos do cristianismo e da Bíblia. Seu propósito é enganar, não esclarecer.

Chega de mentira, chega de enganação. Esse texto de modo algum justifica o socialismo. E nenhum outro texto das Escrituras o defende. Que os esquerdistas parem de querer associar um texto sacro com uma ideologia ateísta, materialista e assassina que se opôs fortemente ao cristianismo. Isso é enganação e mentira. O socialismo nada tem a ver com amor ao próximo. Tem a ver com centralização de poder e isto sua teoria e sua história atestam muito bem.

Conta-se que em certa ocasião Marx entrou com um amigo, Le Moussu, em um empreendimento capitalista. Brigaram. E para tentar evitar um conflito judicial procuraram a ajuda do advogado Frederic Harisson. Sobre esse episódio Harisson narrou a atitude patética de ambos:

“Antes de eles apresentarem provas eu exigi nos termos da lei que eles jurassem sobre a Bíblia, como a lei exigia para testemunho legal. Isto horrorizou os dois. Karl Marx protestou que Le nunca se degradaria tanto. Le Moussu disse que jamais algum homem o acusaria de tal ato de vileza. Durante meia hora eles argumentaram e protestaram, cada um se recusando a jurar por primeiro na presença do outro. Finalmente consegui um compromisso de que o testemunho seria “tocar o livro” sem pronunciar nenhuma palavra. Ambos me pareceram fugir da contaminação do toque no sagrado volume, mais do que Mefistófeles [o diabo] na Ópera foge da cruz”[1] (grifo e colchetes meus)

Se você deseja acreditar nas ilusões de Marx, nossa sociedade “burguesa” garante a você esse direito. No entanto, seja coerente nesse ponto como fez Karl Marx. Não toque na Bíblia. Ela não aprova de modo algum sua escolha. Ela não quer ser tocada ou manuseada por pessoas que são inimigas de sua verdadeira mensagem. Marxismo e cristianismo são mutuamente excludentes. Quem conhece realmente a ambos sabe muito bem disso.

[1] MCLELLAN, David. Karl Marx, vida e obra. Petrópolis: Vozes, 1990, p. 439

Mulheres: Deus as chamou a feminilidade e não ao feminismo



Por Renato Vargens:

O feminismo, bem como a sua ênfase no empoderamento da mulher, tem tido um papel preponderante no fato das mulheres estarem perdendo a capacidade de exercerem em seus relacionamentos interpessoais, doçura, ternura maternal como também meiguice e beleza interna. 


No intuito de conquistar espaço no mercado de trabalho, ou até mesmo competir com os homens, não são poucas as mulheres que a vida tornam-se por conseguinte pessoas, amargas e de difícil relacionamento. 

Ora, antes de qualquer coisa, vale a pena ressaltar que não sou contra a mulher estudar ou mesmo trabalhar fora, mesmo porque, acredito que homens e mulheres se complementam, contribuindo assim para a construção de uma sociedade mais equilibrada. Todavia, confesso que me preocupa o fato de que muitas mulheres cristãs em nome da igualdade, tem jogado na lata do lixo, qualidades e virtudes relacionadas a feminilidade. 

Ora, a feminilidade é um comportamento projetado e criado por Deus o qual é um presente dado pelo Senhor a humanidade. Uma mulher feminina não se resume apenas em sem cuidar, vestir ou pintar-se como uma mulher. Feminilidade é bem mais que isso. Na verdade, feminilidade é um conjunto de atitudes e comportamentos, é um estilo de vida pelo qual a família e a sociedade experimenta doçura, amabilidade, afetividade e outros atributos mais.

Lamentavelmente, em nossos dias as mulheres não tem se preocupado em serem femininas, e sim feministas. Nessa perspectiva se uma mulher tem pensamentos e comportamentos diferentes dos defendidos pelo feminismo, desejando assim, obedecer os ensinamentos bíblicos, são execradas e rotuladas como ultrapassadas, subservientes e outros adjetivos mais.

Se não bastasse isso, a sociedade como um todo, tem incentivado a mulher a competir com o homem levando-a assim a abandonar toda e qualquer possibilidade de constituir família e criar filhos. Para piorar a situação, o feminismo, influenciado pelo marxismo cultural tem desconstruído conceitos, princípios, bem como valores cristãos numa mulher como decência, pudor, doçura e submissão. 

Isto posto, concluo este texto, conclamando as mulheres que amam a Deus e sua Palavra a se contraporem aos conceitos deste mundo que de todo jeito tem tentado desconstruir os ensinamentos bíblicos quanto a importância e valor da mulher na família e sociedade, até porque, mulheres foram chamadas por Deus a uma vida cheia de beleza, graça e feminilidade.

Fonte

Será que a Bíblia convida os cristãos a argumentarem/defenderem a fé?


Resposta: O clássico versículo que promove a apologética (defesa da fé cristã) é 1 Pedro 3:15, o qual diz que os crentes devem estar prontos para explicar “a esperança que há em vós.” A única forma de fazer isso é efetivamente estudar por que acreditamos no que acreditamos. Isso vai nos preparar para "destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo", como Paulo disse que deveríamos fazer (2 Coríntios 10:5). Paulo praticava o que pregava; na verdade, defender a fé era a sua atividade regular (Filipenses 1:7). Ele se refere à apologética como um aspecto da sua missão na mesma passagem (v.16). Ele também fez da apologética um requisito para a liderança da igreja em Tito 1:9. Judas, um apóstolo de Jesus, escreveu que "quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos"(v.3).

De onde é que os apóstolos tomaram essas ideias? Do próprio Mestre. Jesus era o Seu próprio exemplo de apologética, já que frequentemente afirmou que devíamos acreditar nEle por causa da evidência que Ele fornecia (João 2:23; 10:25; 10:38, 14:29). Na verdade, toda a Bíblia está cheia de milagres divinos que confirmam aquilo em que Deus quer que creiamos (Êxodo 4:1-8; 1 Reis 18:36-39, Atos 2:22-43, Hebreus 2:3-4; 2 Coríntios 12:12). As pessoas corretamente se recusam a acreditar em algo sem provas. Já que Deus criou os seres humanos como seres racionais, não devemos ficar surpresos quando Ele espera que vivamos de forma racional. Como Norman Geisler diz: "Isso não significa que não haja espaço para a fé. No entanto, Deus quer que demos um passo de fé à luz das provas, ao invés de darmos um salto no escuro. "

Aqueles que se opõem a estes claros ensinamentos e exemplos bíblicos podem dizer: "A Palavra de Deus não precisa ser defendida!" Entretanto, quais dos escritos desse mundo são a Palavra de Deus? Assim que alguém responde a essa pergunta, ele está exercendo a apologética. Alguns afirmam que a razão humana não pode nos dizer nada sobre Deus - essa declaração em si é uma "razoável" declaração sobre Deus. Se não for, então não há razão para acreditar nela. Um provérbio muito comum é: "Se alguém puder argumentar a favor do Cristianismo, então outra pessoa pode argumentar contra." Por que isso é um problema? O próprio Paulo não deu um critério (a ressurreição) pelo qual o Cristianismo deve ser aceito ou rejeitado em 1 Coríntios 15? Apenas a piedade equivocada responde no negativo.

Nada disso quer dizer que apenas a apologética, longe da influência do Espírito Santo, possa levar alguém à fé salvadora. Isso cria um falso dilema na mente de muitos. No entanto, não é necessário que seja "Espírito versus Lógica." Por que não os dois? O Espírito Santo deve mover alguém a uma posição de crença, mas cabe a Ele decidir como alcançar isso. Com algumas pessoas Deus usa dificuldades e provações; com outras, é uma experiência emocional; em outras, é através da razão. Deus pode usar qualquer meio que queira. Nós, porém, somos ordenados a usar a apologética sempre que pregarmos o Evangelho.

Fonte: Got Questions 

Aos Adeptos da TMI: Um Alerta do Passado

Por Thiago Oliveira:



Considero o Pacto de Lausanne um documento ortodoxo e de grande valia para o segmento evangelical. Todavia, lamento que o conceito de missão integral tenha sido capturado por cristãos ditos progressistas que têm um alinhamento político-ideológico com os setores da esquerda. Isto fere a própria tradição de Lausanne, pois em Junho de 1980 a Consulta de Pattaya se posicionou contrária ao marxismo, vendo-o como um sistema concorrente do cristianismo e, em seu bojo, anticristão. Na ocasião, pastores do leste europeu - bloco socialista liderado pela extinta URSS - escreveram aos irmãos ocidentais:
"Nosso temor é que a igreja de outros países fiquem alheias aos problemas do marxismo e insensíveis ao fato de que, ao nosso ver, elas estão colaborando com pessoas desta filosofia que nos oprime. Assim como procuramos ser sensíveis à preocupação de tais cristãos com a verdadeira justiça social em favor dos pobres, também pedimos que as igrejas de outros países compreendam como nós nos sentimos quando elas mantém conversações com os marxistas. (...) Poderiam as prioridades marxistas virem a ser reordenadas de tal maneira que o interesse pela justiça social no setor baixo-econômico tivesse preeminência sobre a eliminação da religião?"
O relatório extraído desta consulta foi publicado com o título “Evangelho e o Marxista”, e o trecho supracitado se encontra na página 35. Nessa consulta, também estavam pastores e líderes latino-americanos que falavam acerca da pobreza e de uma possível práxis conjunta entre evangélicos e marxistas para diminuir as injustiças sociais. Tais líderes são os pioneiros da conhecida Teologia da Missão Integral (TMI). Nota-se que aqueles cristãos que viviam oprimidos pela imposição do marxismo, no leste europeu, ficaram preocupados com o resultado desta proximidade, mesmo sabendo que a pauta para tal aproximação era nobre (o cuidado com os pobres). Hoje, diante de alguns fatores, podemos dizer que eles estavam certos ao fazer determinada ressalva, pois, vemos muitos proponentes da TMI convivendo com ideias e com pessoas oriundas do pensamento marxista sem fazer as devidas críticas ou, ao menos, estabelecer as diferenciações de suas pautas.

Recentemente, a revista Cristianismo Hoje, em sua edição de número 52 trouxe como matéria de capa o seguinte assunto: "Missão Integral, Missão de Deus". A matéria é propagandista e diz que a TMI já contribuiu e tende a contribuir muito para a igreja brasileira. O texto evoca os princípios do Pacto de Lausanne e salienta que evangelização e ação social devem andar de maneira conjunta. Ela ainda dá a entender que as críticas feitas a TMI que a associam as ideias marxistas são infundadas. O pastor americano Timothy Carriker, disse que fazer tal associação é algo "tão absurdo que eu tenho muita dificuldade de levar a sério". Mas como não entender se um dos seus principais expoentes diz que para interpretar a Bíblia usa os óculos que possuem os postulados marxistas da mais-valia e da luta de classes? Essa é uma fala do Ariovaldo Ramos registrada em vídeo[1]. O mesmo Ariovaldo que escreveu e leu o manifesto pró-governo com a cobertura da mídia oficial do Partido dos Trabalhadores. [2] Obviamente que ele não representa todos os proponentes da TMI, mas, no mínimo, dada a importância do Ariovaldo, isso evidencia que muitos vão seguindo pelo mesmo caminho. Sendo assim, qual a dificuldade de entender quem tece uma crítica sobre o abraço da TMI aos pressupostos de Marx?

Como se não bastasse, vemos por aqui cantor esquerdista que vai palestrar numa ONG que é influenciada pela TMI[3], além de outras pautas progressistas que ferem a Escritura e que são defendidas por quem hoje se diz adepto da missão integral. A coisa é tão séria que decidiram não relançar o documento de Pattaya, alegando que a conjuntura sócio-política mudou. Mas algo que esqueceram de refletir é que ainda existem cristãos em países socialistas que são perseguidos e mortos. A Coréia do Norte há anos encabeça a lista dos países perseguidores do evangelho. Como diz o documento: "Os marxistas estão plenamente convencidos de seu ateísmo e, consequentemente, uma boa parte de seu pensamento está destinada a erigir-se em antítese do cristianismo" (p.11, grifo meu).

Que as dezenas de milhares de cristãos mortos e torturados[4] por governos pautados em princípios marxistas possam gritar para que alguns dos proponentes da TMI acordem para o fato de que não podem conciliar o ethosevangélico com os escritos de Marx, Engels e os que lhes sucederam. Que eles sejam sensíveis ao que seus “irmãos do passado” levantaram e, atentem para não colaborar com uma ideia que oprime seus “irmãos de agora” em outras partes do mundo. Cito novamente o documento de Pattaya: "O marxismo é uma filosofia e um programa. Como um todo, é fundamental eincontornavelmente ateu. Por esta razão, notamos no conceito 'marxista cristão' uma contradição de termos" (p.22, grifo meu).

Por fim, acredito que a missão cristã deve ser holística (ou integral, como queiram), e deve alcançar o homem todo. Mas, infelizmente, o termo foi maculado com uma aproximação irresponsável entre o evangelho e uma corrente ideológica. Eu, por hora o tenho abandonado. Faço minhas as palavras do Kevin Vanhoozer: "Os pastores precisam vacinar o corpo de Cristo contra toxinas idólatras, infecções ideológicas e outras formas de ensinamento falso"[5]. Quando fazem o oposto disso, o prejuízo doutrinário não pode ser maquiado pelas boas ações e intenções.
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Sobre os “Cristãos Progressistas”

Por Franklin Ferreira:



Os assim chamados “cristãos progressistas” (alcunha que não é nova, e foi usada, por exemplo, na Polônia, nas décadas de 1950 e 1960 para caracterizar os católicos que apoiaram os comunistas) se notabilizam, hoje, no Brasil, por defender a união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto, maioridade penal e todo tipo de estatismo, como bons devotos de uma ordem religiosa, totalmente leais ao Partido e ao santo graal da Ideia.¹ Todos aqueles que não concordam com eles são tratados, simplesmente, como “não-pessoas”. E alguns de seus autores prediletos são Jürgen Moltmann, Hans Küng, Paul Tillich, Rob Bell, Brian McLaren, John Howard Yoder, Rosemary Radford Ruether, Leonardo Boff, Frei Betto, Gustavo Gutiérrez, Severino Croatto, entre outros.

Mas a defesa veemente desses temas são sinais de um mal maior. Até que ponto esses “cristãos progressistas” não têm reinterpretado profundamente a fé cristã, tornando-a em algo amorfo, totalmente distinto daquilo que se pode receber como revelação de Deus nas Escrituras Sagradas?

Parece que há, da parte desses “cristãos progressistas”, uma clara ruptura com “aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos [os fiéis]” (Vicente de Lérins); isto é, esses “cristãos progressistas” se caracterizam não só por um afastamento, mas por uma rejeição de todo o ensino consensual entre os cristãos legítimos: a crença no Deus uno e trino, em sua revelação infalível e autoritativa nas Escrituras Sagradas, no pecado original e pessoal, na salvação exclusiva pela livre graça, no nascimento virginal de Cristo Jesus, em seu sacrifício sangrento na cruz, expiatório e substitutivo, em sua ressurreição corporal e em sua segunda vinda, única, visível e pessoal.


Se há, de fato, tal cisão, como reconhecer esses ditos “progressistas” como cristãos? Até que ponto – mais uma vez, se há um afastamento do ensino consensual cristão, como resumido nos antigos credos, aceitos por todos os ramos da fé cristã – não se deve considerá-los como meros “cavalos de Tróia”? Pois estes têm por alvo subverter os alicerces mais básicos da fé e da ética cristã para que a Igreja seja controlada (Gleichschaltung), subordinando-a à agenda do Partido/Estado, inflexível e colossal.

E, me parece, com a derrocada da esquerda na esfera pública, esses “cristãos progressistas” dobraram a aposta, na esfera eclesial, propagandeando com mais virulência, militantemente, suas crenças e valores.

Ao fim, toda noção de cristianismo parece ter sido subvertida pelos “cristãos progressistas”, subordinados que estão a uma Ideia. Se isso é assim, estes não podem ser reconhecidos como cristãos. Pois eles colocam fé na Ideia, não na Revelação. E gnosticismo não é cristianismo.

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Nota:

[1] O termo “cristão progressista” também foi usado no Brasil nas décadas de 1950 e 1960 para caracterizar os adeptos da teologia da libertação, que “pensavam à frente”, contrapondo-se aos “reacionários”, que, por serem conservadores, estariam “amarrando o progresso”. E, na época, era hegemônico equacionar “progresso” com a noção comunista de história. Os “cristãos progressistas” surgiram nesse momento, supondo que a classe que salvaria o mundo seriam os pobres. Com a derrocada do socialismo no leste europeu, seguindo a nova esquerda, os “cristãos progressistas” entendem que a classe que salvará o mundo será a dos “excluídos” e minorias: mulheres, negros, homossexuais, índios, etc. Agora, enquanto o esquerdismo do PT sai de moda no Brasil e no restante da América Latina, alguns, atrasados em seis décadas, defendem e propagam o “cristianismo progressista”, na contramão da história.

Divulgação: Bereianos

O Islã é uma religião de paz ?

Progressistas e muçulmanos argumentam que o Islã é uma religião de paz, a despeito do constante rastro de sangue e violência deixado por muitos seguidores de Maomé. 

Nesse curto vídeo, parte da palestra “Islã em contexto: Abrindo as portas ao entendimento”, o autor e ex-muçulmano devoto Nabeel Qureshi, nos dá sua valiosa perspectiva a respeito do assunto. Afinal, o que o Alcorão realmente ensina os seus seguidores?
Saiba o que está por trás do mantra islâmico “o islã é uma religião de paz” — se ingenuidade, má hermenêutica ou simplesmente taqiya (mentira santa).




Tradução: Israel Pestana
Revisão: Jonatas

O que significa honrar meu pai e minha mãe?


Pergunta: "O que significa honrar meu pai e minha mãe?"


Resposta: Honrar seu pai e mãe é demonstrado através de palavras e ações que surgem de uma atitude interior de estima e respeito pela posição que ocupam. 

A palavra grega para honra significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas pela posição. Por exemplo, algumas pessoas podem não concordar com as decisões de seu presidente, mas ainda devem respeitar sua posição como líder de seu país. Semelhantemente, filhos de todas as idades devem honrar seus pais, quer seus pais “mereçam” ou não.


Deus nos exorta a honrar nosso pai e mãe. Ele tanto valoriza honrar aos pais que incluiu esse princípio nos 10 mandamentos (Êxodo 20:12) e novamente no Novo Testamento: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (Efésios 6:1-3).

Durante a época do Velho Testamento, falar mal contra os pais ou rebelar-se contra as suas instruções resultava em punição capital (Êxodo 21:15-17; Mateus 15:14)! Enquanto aqueles que honram seus pais são abençoados (Jeremias 35:18-19), uma característica daqueles com uma “mente corrompida” e daqueles que não agradam a Deus nos últimos dias é desobediência aos pais (Romanos 1:30; 2 Timóteo 3:2).

Salomão, o homem mais sábio que já existiu, encorajou os filhos a respeitarem seus pais (Provérbios 1:8; 13:1; 30:17). Apesar de que talvez não estejamos mais sob sua autoridade, não podemos ignorar o comando de Deus de honrar nossos pais. Até Jesus, Deus Filho, submeteu-se aos Seu pais terrenos e ao seu Pai Celestial (Mateus 26:39; Lucas 2:51). Ao seguir o exemplo de Cristo, como Cristãos devemos tratar nossos pais da mesma forma reverencial com a qual nos aproximaríamos de nosso Pai Celestial (Hebreus 12:9; Malaquias 1:6).

É bem claro que somos comandados a honrar nossos pais, mas como? Honre-os tanto com suas ações como com suas atitudes (Marcos 7:6). Honre seus desejos, tanto os que eles já expressaram quanto os que não expressaram verbalmente. “O filho sábio {ouve} a correção do pai, mas o escarnecedor não ouve a repreensão” (Provérbios 13:1).

Em Mateus 15:3-9, Jesus relembrou os fariseus do comando de Deus de honrar seu pai e sua mãe. Eles estavam obedecendo a letra da lei, mas tinham adicionado as suas próprias tradições, as quais em essência rejeitavam esse comando. Enquanto honravam seus pais em palavras, suas ações provavam o verdadeiro motivo do seu coração. Honrar é mais do que da boca pra fora. A palavra honra nessa passagem é um verbo e, como tal, exige uma escolha/ação correta.

Honrar traz consigo a idéia de dar glória a alguém. 1 Coríntios 10:31 nos diz que qualquer coisa que façamos deve ser feita para a glória de Deus. Devemos procurar honrar nossos pais da mesma forma que Cristãos tentam trazer glória a Deus – em nossos pensamentos, palavras e ações.

A palavra grega "hypakouo" significa obedecer, escutar, prestar atenção. Para uma criança pequena, obedecer os pais vai lado a lado com honrá-los. Isso inclui escutar, prestar atenção e submeter-se à sua autoridade. Depois que a criança cresce, a obediência que aprenderam ainda pequenos vai ajudá-los a honrar outras autoridades, tais como o governo, polícia e patrões.

Enquanto devemos honrar nossos pais, isso não significa imitar os que não honram a Deus (Exequiel 20:18-19). O que devemos fazer se nossos pais nos pedem a fazer algo errado? Neste caso, devemos obedecer a Deus, e não aos homens (Atos 5:28).

O comando de honrar aos pais é o único comando com uma promessa: “...para que te vá bem” (Efésios 6:3). Honra gera honra. Deus não vai honrar aqueles que não obedecem Seu comando de honrar seus pais. Se desejamos agradar a Deus e ser abençoado, devemos honrar nossos pais. Honrar não é fácil, não é sempre divertido, e com certeza não é possível apenas com nossas próprias forças. No entanto, honra é um caminho certo ao nosso propósito de vida: glorificar a Deus. “Vós, filhos, obedecei em tudo a {vossos} pais, porque isto é agradável ao Senhor” (Colossenses 3:20).


Fonte

O cristão, o casamento gay e o fim dos tempos

Por Leandro Lima:


A Suprema Corte dos Estados Unidos acabou de aprovar o casamento de pessoas do mesmo sexo em todos os cinquenta estados americanos. A prática já era aceita na maioria dos estados, porém, treze estados (onde há mais evangélicos conservadores) ainda proibiam a prática. Agora, com a decisão da Suprema Corte, todos os cinquenta estados americanos são obrigados a aceitar o casamento de pessoas do mesmo sexo. 

Essa sem dúvida é uma decisão emblemática, tratando-se do país mais “evangélico” do mundo. Se lembrarmos que há apenas dez anos, a grande maioria dos estados americanos repudiava o casamento de pessoas do mesmo sexo, a comemoração dos ativistas pró-LGBT diante da Suprema Corte americana mostra que a virada de jogo foi mesmo surpreendente.

Meu ponto aqui não é tratar de “direitos civis”. É preciso reconhecer que, perante a Lei, todas as pessoas têm os mesmos direitos. E que, se alguém pretende “casar-se” com quem quer que seja, em tese, essa pessoa tem o “direito” de fazer isso, desde que não prejudique outra pessoa no caso. Ao mesmo tempo, e isso ainda parece ser realidade nos Estados Unidos, as pessoas e instituições religiosas que discordam continuam tendo o direito de discordar, e, provavelmente, as igrejas não serão obrigadas a realizarem esse tipo de casamento tão cedo. 

Porém, o que me chama atenção nesse caso é justamente a rápida mudança no pensamento mundial acerca desse assunto, e a consolidação disso na maior democracia cristã do mundo. Quando a maioria da população em uma democracia é favorável a uma prática, a tendência é que essa prática venha a ser institucionalizada. Foi o caso aqui. E isso mostra que os poderosos ventos de mudança que começaram a soprar mais fortemente no mundo desde o final do século 20, com a queda do muro de Berlim por exemplo, estão se intensificando cada vez, removendo com facilidade marcos antigos, em prol de uma unificação do paganismo na terra. A era cristã está terminando. E, tudo isso parece ter sido minuciosamente planejado.

Talvez seja exatamente isso o que as pessoas estejam comemorando diante da Suprema Corte americana. Um cartaz no meio da multidão dizia: “a constituição é nosso escudo contra a Bíblia da intolerância e preconceito”. Esse é o ponto mais crucial me parece. Aqui está o verdadeiro motivo da disputa, o qual subjaz por detrás de todos os demais discursos.

Mas o que, como cristãos, podemos dizer disso tudo? Reclamar e exclamar horrorizados expressões como: “é o fim dos tempos”? Talvez seja mesmo, e nesse caso, não deveríamos estar horrorizados, mas com a certeza indirimível de que tudo está acontecendo como tinha que ser. Sim, a era cristã precisa terminar, pois se ela não terminar, Jesus não voltará. O Apóstolo Paulo disse que antes que Cristo volte “primeiro” precisa “vir” a apostasia (2Ts 2.3). E o próprio Cristo disse que os dias que antecederiam sua volta recapitulariam dois importantes momentos da história bíblica. Um dos exemplos evocados por Cristo foi justamente os “dias de Noé”, quando as pessoas “comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Lc 17.26-27). Questões em relação ao casamento, portanto, estariam no centro da agenda do mundo mais uma vez, antes da volta de Cristo.

Em Gênesis 6 temos a descrição de padrões de casamento inaceitáveis por Deus, e isso resultou diretamente no dilúvio. É interessante que o arco-íris que estaria nas nuvens como prova da aliança divina, agora esteja numa bandeira que contraria aquilo que o próprio Deus ordenou, porém institucionalizado na forma da lei. Mas, talvez isso faça Deus se lembrar mais uma vez… Mas, o segundo momento evocado por Cristo é ainda mais emblemático: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.28-30). Em Sodoma e Gomorra, um dos maiores pecados, que resultou na destruição das cidades, foi o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo!

Tudo isso aponta para uma inquietante realidade e, ao final, para uma surpreendente esperança. Todas as ações malignas no mundo, e que estão a todo vapor como podemos ver, trabalhando para a implantação do paganismo como sistema, apesar disso, estão debaixo dos desígnios daquele que anunciou o fim desde o começo. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28). Fica, entretanto, o alerta do Senhor: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24.13).

Deus esteve em um útero: Por que o aborto é tão perverso

PorMark Jones

Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará? (Salmo 6.5)

Jesus, o Senhor da glória (Tiago 2.1), o belo e glorioso (Is 4.2), o resplendor da glória de Deus (Hebreus 1.3), cheio de graça e verdade (João 1.14) é a pessoa por quem Deus faz todas as coisas. Tudo foi criado por Cristo (Colossenses 1.16).

Essa verdade deve ser onde começamos e terminamos qualquer discussão biblicamente fundamentada sobre questões morais.



Em uma recente viagem ao Chile, eu pude almoçar com um candidato à presidência, um senador considerado conservador, sobre a questão do aborto. Nós tivemos uma chance de compartilhar nossas perspectivas sobre aborto, e ele iniciou uma eloquente defesa da posição pró-vida. Agora, era minha vez – o que eu deveria diz que ele já não tivesse ouvido
e lido?

O Mais Precioso para Deus

Eu perguntei ao senador: “Qual é a coisa mais preciosa para Deus no universo?”. Em vez de me responder, ele esperou que eu continuasse.

Eu disse: “O Filho de Deus, Jesus, é a coisa mais preciosa para Deus em todo o universo. E onde Deus colocou seu bem mais precioso? Em um útero”.

Deus não enviou seu Filho à terra na forma de um adulto para viver e morrer por nossos pecados. Em vez disso, Deus começou com a concepção no ventre da virgem Maria. O lugar mais seguro do mundo para Jesus era o útero da sua mãe. Deus valoriza tanto o útero que ele colocou seu Filho amado ali.

Talvez, nós falhemos em perceber o quanto essa verdade é incrível. Deus esteve em um útero. É tão chocante quanto o fato de que Deus esteve em uma sepultura (nos dois lugares ele recebeu vida física e espiritual). Matar crianças no útero, portanto, é equivalente a entrar numa zona de segurança criada por Deus e saquear as coisas que ele mais ama.
Roubando o glória de Deus

Deus ama o útero da mulher. Ele criou o útero para que seu Filho habitasse ali no estágio mais vulnerável de sua vida terrena. Por extensão, Deus fez o mesmo para cada um de nós. O útero é o lugar designado por Deus para se ter segurança, mas, agora, tragicamente tornou-se o lugar mais perigoso da terra.

Deus também criou o útero como o lugar a partir do qual ele traria pessoas ao mundo para seu Filho (Colossenses 1.16). Quando um nascituro é morto, não é apenas um pecado contra Deus, mas também um pecado contra a glória de Cristo. Por quê? Porque aquela alma eterna jamais terá a oportunidade de glorificar a Cristo neste mundo.

Cada aborto priva Cristo de um adorador vivo e corpóreo – o tipo que Deus procura para glorificar a si e a seu Filho. Aborto é algo tão errado porque priva Deus de sua prerrogativa maior neste mundo: uma criatura feita à imagem de Cristo que adora Deus pelo Espírito.

Se há algo que deveria nos fazer entristecer sobre o aborto – e há muitas coisas – é que Cristo tem sua glória roubada.

Nós queremos que as crianças tenham vida. Mas, mais que isso, queremos que as crianças tenham vida em Cristo – a vida que ele veio oferecer ao adentrar neste mundo no útero de uma virgem.

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Traduzido por: Josaías Jr

Fonte 
Original: aqui

O Ano do Jubileu: O que penso sobre o cenário de 2016

Por: Bruno dos Santos

"Farei do juízo a linha de medir e da justiça o fio de prumo." (Isaías 28:17) Acredito que este ano será um ano mais ameno, mais leve que 2015 para o Brasil. Apesar das graves especulações financeiras, não acredito que o juízo de Deus perdure em 2016 no Brasil, mas sobre o mundo sim, especialmente sobre a China. Neste ano que se inicia veremos o colapso na economia chinesa derrubar bolsas no mundo todo. Com certeza haverá uma recessão global. Mas sentiremos como todo o restante do planeta. Cada vez mais o mundo exigirá um “salvador" mundial. O terreno está preparado para o governo de sistema único.


A Europa está sofrendo uma drástica mudança cultural. Os refugiados estão mudando os cenários políticos, econômicos e sociais de todos os países desenvolvidos. O euro vai ser derrubado, pois não aguentará a demanda para uma Europa sem lucros corporativos. Os riscos de inflação assombrarão o mercado e a Europa viverá uma crise de serviços como na segunda guerra mundial. Vemos também uma predominância muçulmana radical na Europa o que forçará a quebra de vínculos com Israel e o fortalecimento no Oriente Médio para um divisão do Estado Palestino, tomando parte do território israelense. O prefácio de uma possível guerra mundial a partir dai.

O Estado Islâmico se fortalecerá e tomará outros países do Oriente Médio. Financiados pela rica industria de petróleo árabe. O ISIS terá ainda amais audácia em seus ataques no ano de 2016 e novos ataques ao redor mundo acontecerão. Os EUA serão um alvo permanente e é possível que um ataque aconteça no Brasil nas olimpíadas de 2016.

A igreja conhecerá seus remanescentes. Pessoas que nunca foram convertidas de fato se desesperarão diante das circunstâncias que vem sobre o mundo. Abandonarão a fé e Cristo, tempos de apostasia. Estamos vivendo em uma época em que está sendo preparado o cenário visando os acontecimentos abrangentes para o “Dia do Senhor”. Apenas os que tiverem conhecimento bíblico e vida de oração prevalecerão, pois nisto consiste a nossa perseverança, em conhecer e continuar conhecendo o Senhor, através da Sua Palavra e da Oração.

Mas 2016 também é o ano profético do jubileu bíblico. Por isso todas as benção e todos os juízos serão exercidos pelo Senhor neste ano em sua potencialidade e expressão pessoal. É um mandato divino. Dívidas pagas, escravos livres, pessoas perdoadas. Ano de libertação e júbilo. Ano de socorro e auxílio. Mas também é um ano de evidências da verdade, da sinceridade, onde as máscaras cairão. Será um ano de muitos escândalos, e ai daqueles que fazem isso! Toda "verdade" paralela, de motivações erradas cairá por terra.

Que Deus nos dê sabedoria, discernimento e revelação sobre as coisas que ainda hão de acontecer. Que tenhamos fé, esperança e certeza de que O Senhor está no controle da história mundial.

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